A PhDsoft foi credenciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na linha de Crédito para Serviços 4.0, criada com o objetivo de financiar a aquisição de serviços tecnológicos avançados, em especial voltados para empresas sediadas no país, administração pública (Estados, Municípios e concessionários) e produtores rurais.

Com isso, os produtos fornecidos pela PhDsoft podem ser financiados com recursos da linha de crédito.

“Considerada um marco para a indústria nacional, a linha de Crédito e Serviços 4.0 visa a modernização das empresas, estimulando a transformação digital e adoção de tecnologias 4.0 no país, e, consequentemente, saltos de competitividade e produtividade”, explica Duperron Ribeiro, CEO da PhDsoft.

Entre os serviços tecnológicos que podem ser adquiridos pelas empresas, a partir da linha de crédito, estão digitalização, Internet das Coisas (IoT) e gêmeos digitais. É onde entra o C4D, da PhDsoft.

O C4D é um gêmeo digital especializado na gestão da integridade que possibilita a redução  de custos de manutenção e melhora a segurança operacional de máquinas, equipamentos e estruturas.

“O credenciamento do C4D na linha de financiamento do BNDES é um reconhecimento da liderança da PhDsoft no desenvolvimento de sistemas para manutenção preditiva e análise de risco de ativos críticos”, comemora o executivo.

Um dos pilares da chamada Indústria 4.0, os gêmeos digitais (digital twins) são considerados pela Gartner uma das 10 tendências mais relevantes no âmbito de TI.

De acordo com a consultoria, um terço das organizações mundiais irão adotar soluções de Inteligência Artificial e Gêmeos Digitais em conjunto com projetos de Internet das Coisas, até 2023.

“Gêmeos digitais representam o presente e o futuro das empresas e da indústria, pois ao representar, de forma digital, um processo, estrutura ou sistema, fazem a ponte entre o mundo físico e o virtual”, explica Duperron Ribeiro, CEO da PhDsoft.

“Dessa forma, são capazes de monitorar, analisar e aperfeiçoar o desempenho de processos, reduzir custos e aumentar a produtividade”, acrescenta.

 

C4D: primeiro gêmeo digital do mercado

 

Em 1993, a PhDsoft lançou a primeira versão do C4D, tecnologia robusta e comprovada que prediz com precisão a degradação e corrosão de ativos complexos ao longo do tempo.

Seu primeiro cliente foi a Transpetro em 1995, que passou a utilizar o C4D em seus navios”, lembra.

Este foi o primeiro Gêmeo Digital do mercado. Somente oito anos depois o termo Digital Twin veio a ser criado. Desde então, a PhDsoft vem liderando a tecnologia de Digital Twin.

Artigo publicado em janeiro na MIT Technology Review – revista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts –, aponta os gêmeos digitais (digital twin) como protagonistas da transformação tecnológica em andamento.

 

De acordo com Guga Stocco, criador da operação online do Banco Original e co-fundador da empresa de venture capital Domo Invest, na indústria, gêmeos digitais são considerados os protagonistas das fábricas inteligentes.

 

Potencial para uso de indivíduos

“[A consultoria mundial] Gartner prevê que até 2021, metade das grandes empresas e industrias usará gêmeos digitais, o que se traduzirá em uma melhoria de 10% em sua eficiência”, destaca.

 

“No dia a dia dos indivíduos, os gêmeos digitais têm um potencial enorme à medida que a realidade virtual e aumentada vão evoluindo, as redes de 5G vão sendo implementadas e os óculos de VR ganhando novos designs, formatos e funções”, acrescenta.

Em 2012, a revista TN Petróleo, uma das principais publicações do setor de óleo e gás no Brasil, destacava o lançamento de uma nova versão do C4D, gêmeo digital (digital twin) da PhDsoft.

 

“Único no mundo, [o C4D] é usado na manutenção de estruturas como plataformas de petróleo e navios. Até pelo aumento da segurança que viabiliza, ele já foi adotado por Petrobras, Shell, Modec e Subsea7”, escreveu a revista.

 

“Agora, o software também inclui realidade aumentada para orientar os robôs submarinos que auxiliam nas inspeções. Esta foi uma demanda para a exploração do pré-sal”, acrescentava o texto da matéria, que contou com depoimento de Duperron Ribeiro, CEO da PhDsoft.

 

“O C4D é um caso de sucesso brasileiro. Ele reúne as técnicas mais modernas de engenharia, TI e gestão para maximizar a eficiência do processo de manutenção e minimizar riscos de acidentes que causam grandes prejuízos, poluição e mortes”, explicava Duperron. “Foi isso o que atraiu a Petrobras, há mais de 15 anos, quando eu ainda testava a tecnologia como professor da UFRJ, antes de fundar a PhDsoft, em 2000”, concluía.

C4D ganhou valor durante a pandemia da Covid-19

Hoje, passados quase 10 anos, o C4D continua passando por atualizações tecnológicas constantes, e ganhou grande valor durante a pandemia da Covid-19 por reduzir significativamente o trabalho presencial de inspeção dos ativos sob seu controle.

Um dos mais importantes portos dos EUA e um dos mais movimentados do mundo, o Porto de Houston utilizará o C4D, gêmeo digital da PhDsoft, para melhorar o desempenho operacional, reduzir custos de inspeção e manutenção, e maximizar a vida útil dos guindastes. O contrato entre o Porto de Houston e a PhDsoft foi assinado no ano passado.

“O C4D permite a percepção imediata da situação das estruturas através de uma visualização que utiliza raios-X 4D, e consolida todas as informações em um banco de dados de acesso simples e rápido”, explica Duperron Ribeiro, CEO da PhDsoft.

“Esse banco de dados permite a troca de informações entre inúmeras empresas prestadoras de serviços de inspeção, empresas de pintura e manutenção”, afirma Duperron. “Além disso, ajuda a automatizar atividades de inspeção, cria avaliações e estatísticas de corrosão e calcula áreas de pintura e proteção catódica, dentre outras funcionalidades”.

Esse é o primeiro contrato da PhDsoft para o setor de portos e infraestrutura. A companhia tem outros contratos do tipo no horizonte. “Estamos focados em novas linhas de negócios e novos nichos, como infraestruturas e indústria, começando com portos”, afirma o executivo.